A lenda de Tir Na nOg, relata uma história conhecida de todos os que se interessam por mitologia e lendas do passado e não são poucos os que desejariam haver um fundo de verdade na existência desta terra mágica. A busca da eterna juventude sempre foi algo que o Homem perseguiu ao longo dos tempos e lendas como esta continuam a inspirá-lo nessa busca.
Tir Na nOg era uma terra encantada, onde vivia um povo de enorme beleza, os Tuatha De Danann. De acordo com a mitologia Celta, os Tuatha De Danann pertenciam à
última geração de deuses que reinavam na Irlanda e eram possuidores de grande poder mágico, como de grande habilidade em todas as artes.
Depois de terem sido derrotados em batalha, foi lhes oferecido o subsolo da Irlanda para viverem. Eventualmente alguns terão aceitado, dando origem aos elementais
da terra, mas outros terão viajado para Tir Na nOg onde se terão estabelecido
terça-feira, 25 de maio de 2010
Egas Moniz, o aio
A batalha de Valdevez entre os exércitos de D. Afonso Henriques e Afonso VII de Castela não teve um resultado decisivo para nenhuma das partes envolvidas.
D. Afonso Henriques retirou-se para Guimarães com o seu aio Egas Moniz e com os outros chefes das cinco famílias mais importantes do Condado Portucalense, interessadas na independência.
Pouco depois, o monarca castelhano cercou o castelo de Guimarães mas o futuro rei de Portugal preferia morrer a render-se ao primo. Egas Moniz decidiu então negociar a paz com Afonso VII a troco da vassalagem de D. Afonso Henriques e dos nobres que o apoiavam.
O rei castelhano aceitou a palavra de Egas Moniz de que D. Afonso Henriques cumpriria o voto de vassalagem. Mas um ano depois, D. Afonso Henriques quebrou o prometido e resolveu invadir a Galiza.
Vestidos de condenados, Egas Moniz apresentou-se com toda a sua família na corte de D. Afonso VII, em Castela, pondo nas mãos do rei as suas vidas como penhor da promessa quebrada.
O rei castelhano, diante da coragem e humildade de Egas Moniz, decidiu perdoar-lhe e presenteou-o com favores. Este acto heróico impressionou também D. Afonso Henriques, que concedeu ao seu velho aio extensos domínios.
Pensa-se que esta terá sido uma estratégia inteligente por parte de Egas Moniz para que o primeiro rei de Portugal pudesse ganhar tempo. Ao entregar-se, Egas Moniz ressalvava a sua honra e também a de Afonso Henriques, assegurando através da sua astúcia a futura independência de Portugal.
D. Afonso Henriques retirou-se para Guimarães com o seu aio Egas Moniz e com os outros chefes das cinco famílias mais importantes do Condado Portucalense, interessadas na independência.
Pouco depois, o monarca castelhano cercou o castelo de Guimarães mas o futuro rei de Portugal preferia morrer a render-se ao primo. Egas Moniz decidiu então negociar a paz com Afonso VII a troco da vassalagem de D. Afonso Henriques e dos nobres que o apoiavam.
O rei castelhano aceitou a palavra de Egas Moniz de que D. Afonso Henriques cumpriria o voto de vassalagem. Mas um ano depois, D. Afonso Henriques quebrou o prometido e resolveu invadir a Galiza.
Vestidos de condenados, Egas Moniz apresentou-se com toda a sua família na corte de D. Afonso VII, em Castela, pondo nas mãos do rei as suas vidas como penhor da promessa quebrada.
O rei castelhano, diante da coragem e humildade de Egas Moniz, decidiu perdoar-lhe e presenteou-o com favores. Este acto heróico impressionou também D. Afonso Henriques, que concedeu ao seu velho aio extensos domínios.
Pensa-se que esta terá sido uma estratégia inteligente por parte de Egas Moniz para que o primeiro rei de Portugal pudesse ganhar tempo. Ao entregar-se, Egas Moniz ressalvava a sua honra e também a de Afonso Henriques, assegurando através da sua astúcia a futura independência de Portugal.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Os Ferreiros de Penela

Muito perto de Penela existem dois montes elevados, em forma de cone, que a lenda diz terem sido habitados por dois irmãos ferreiros, Melo e Jerumelo.
Estando cada um em seu monte com a sua respectiva forja, possuíam apenas um martelo do qual se serviam alternadamente. A distância entre o topo dos dois montes era curta, dois quilómetros mais ou menos, e os dois irmãos atiravam o martelo, um ao outro quando dele precisavam. Decerto que já perceberam que estes irmãos eram gigantes porque de outro modo não teriam força para atirar o martelo.
Um dia, Jerumelo zangou-se com o irmão e atirou-lhe o malho com tanta força que este se desconjuntou, caindo o ferro na encosta do monte Melo com tanta força que fez brotar uma fonte de água férrea. O cabo de madeira de zambujo foi espetar-se na terra a dois quilómetros de distância, fazendo nascer um zambujo, que veio dar o nome à povoação de Zambujal.
A prova de que esta história tem um fundo verdadeiro está nas ruínas da forja do irmão Melo, que ainda hoje se encontram no cimo do monte com o mesmo nome.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Lenda do Milagre da Nazaré
Esta lenda remonta ao ano de 1180, quando D. Sancho I liderava a reconquista do Alentejo e do Algarve e D. Fuas Roupinho, seu cavaleiro, defrontava os mouros em Porto de Mós, fazendo prisioneiros o rei Gamir e a sua filha. Tempos mais tarde, o rei mouro morreu e a jovem princesa inconsolável quis conhecer melhor o Deus dos cristãos e, sobretudo, a Mãe desse Deus. D. Fuas Roupinho levou-a a conhecer a imagem de Nossa Senhora da Nazaré que ele venerava e deixou-a perto da imagem enquanto foi caçar. Montava D. Fuas Roupinho o seu cavalo quando vê passar um vulto negro e estranho. Pensando ser um veado, perseguiu-o e o animal em desafio passa por ele uma e outra vez, o que desperta mais ainda o seu desejo de o apanhar. A perseguição torna-se feroz até que quando está prestes a apanhá-lo o cavalo pára junto a um precipício, mesmo sobre o mar. O cavalo empina-se desesperado e o veado desfaz-se em fumo. D. Fuas Roupinho clama por Nossa Senhora da Nazaré e cavalo e cavaleiro salvam-se, ficando as patas traseiras gravadas no rochedo, marca essa que ainda hoje existe. D. Fuas Roupinho corre para junto da Virgem a agradecer a protecção e promete levar a imagem para o local do milagre. Mais tarde, mandou construir a capela da Nossa Senhora da Nazaré nesse mesmo local que ficou a ser conhecido por Memória, em homenagem ao extraordinário milagre que salvou este herói português.
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